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Governo de São Paulo e Cartoon Network lançaram kit contra bullying: o que você pensa sobre isso?



"O Cartoon Network em parceria com a Secretaria Estadual de Educação (SEE) de São Paulo e ONGs lançaram, kits para prevenção de bullying nas escolas. Formado por seis apostilas, o material é dirigido a estudantes, pais, professores e diretores. O kit, no entanto, está disponível apenas na versão online. A rede estadual receberá o material impresso somente em 2014.
A ação faz parte da segunda etapa dacampanha contra esse prática de violência, que teve início ano passado. "Faremos agora uma licitação para a impressão e distribuição das apostilas para as escolas da rede. Entregaremos ao menos um kit por escola, a partir do início do ano que vem", afirmou Felipe Angeli, coordenador do Sistema de Proteção Escolar da SEE. Não foi divulgado o custo previsto que o órgão prevê pagar para a impressão e distribuição das apostilas. Além disso, os professores estaduais nem sequer foram treinados para trabalhar com as seis apostilas e o módulo introdutório do kit. De acordo com Angeli, até a distribuição física do material - prevista para o ano que vem -, os professores passarão por treinamento específico. Segundo Anthony Doyle, vice-presidente da Turner International no Brasil - empresa à qual a rede de desenhos animados Cartoon Network está vinculada -, entre 50% e 70% das crianças e adolescentes da América Latina já foram vítimas de bullying. "Estamos contentes que esses kits serão adotados e distribuídos aos alunos de São Paulo."Para Herman Voorwald, secretário estadual de Educação, os alunos precisam "aprender" a viver com a diferença. "Eu também já sofri bullying na escola. Os alunos que sofrem bullying não podem ficar calados", diz Voorwald .A rede estadual de São Paulo tem cerca de 5,6 mil escolas públicas, 230 mil professores e mais de 5 milhões de alunos." (texto publicado no Estado de São Paulo em maio de 2013)
Achamos interessante noticiar a iniciativa do Estado de São Paulo aqui no blog, principalmente porque a educação emocional vem ganhando espaço nas discussões das políticas nacionais de educação. Colocamos a seguir os links das apostilas on-line para vocês conhecerem. Mas vale ressaltar que uma mudança mais efetiva no comportamento de alunos e educadores só irá acontecer quando a educação das sensibilidades fizer parte de todo processo educacional. Quando valorizar as diferenças, por exemplo, ganhe mais espaço do que punir o comportamento inadequado. 
 Acesse o kit contra o bullying:


Sofrimento Calado: sensibilidade e bullying

imagem do livro "Jardim Secreto" de Andrei Moreira, ilustradora Patrícia Tavares

      Um dos aspectos importantes que os pais e educadores precisam se lembrar quando o assunto é agressividade e bullying, vamos chamar aqui de: sofrimento calado. Ou seja, tanto vítimas quanto agressores, dificilmente manifestam seu pedido de ajuda, seja para solicitar proteção ou solicitar limites,através de palavras. 
       
Os pedidos de ajuda das crianças se processam através da linguagem não-verbal, predominantemente.Perceber as crianças para além daquilo que é dito é um exercício de amorosidade. Muitos pais ficam assustados quando descobrem que seus filhos nunca contaram que um colega os tem atormentado na escola. Por outro lado, dificilmente os agressores também voltam para casa contando o que fizeram com o colega. 
         Não é por acaso que a proximidade, a intimidade, o tempo de qualidade com as crianças é fundamental. Infelizmente a internet, a televisão e os jogos de videogame se tornaram as babás do nosso tempo. Mesmo estando no mesmo ambiente, as pessoas de uma família e em especial, as crianças, podem estar completamente sozinhas. 
         O bullying exige que pais e educadores assumam seu papel de adultos e responsáveis em colocar limites. Mas somente através da educação das sensibilidades é que a manifestação da agressividade pode ser compreendida, dando para a vítima e agressor da vez, o que cada um precisa para crescer com ética.
            A seguir colocamos três vídeos que podem ser de interesse sobre o assunto. O primeiro é uma propaganda irlandesa, uma campanha do governo contra o bullying homofóbico. o segundo é um curta metragem australiano que aborda a relação entre bullying e suicídio.  E o terceiro é a entrevista da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa concedida à Marília Gabriela sobre o bullying.






Atividade: Preparando o terreno contra o bullying


     O livro "O mundo dos bonecos de Papel", entre muitos aspectos trata da importância do respeito às diferenças.
     O bullying continua sendo um tema muito discutido ao redor do mundo porque sua prática, apesar de toda informação disponível, não tem diminuído. 
      No blog da AME Editorinha teremos uma série de textos, vídeos e atividades para contribuir com educadores que desejam não apenas impedir que o bullying ocorra, mas que principalmente seja estimulado entre as crianças, valores que contraponham os atos de agressão física e emocional.
       Neste post a proposta das atividades ( de:Bianca Molica Ganuza) é ajudar as crianças perceberem que somos parte da natureza cuja característica principal é a diversidade.
        Para isso o educador poderá escolher como foco de pesquisa a fauna ou a flora.
A pergunta a ser repassada para que as crianças investiguem é: Qual é o melhor animal que existe na natureza? Ou qual é a melhor planta que existe na natureza?
       O objetivo é -a partir da pesquisa e através de perguntas - ajudar as crianças a perceberem que não existe o melhor animal ou planta. A onça pode ser rápida e ótima para caçar, mas ela não voa como o tucano. A serpente pode ter um veneno poderoso, mas ela não cava tão bem quanto as minhocas, o macaco pode pular rapidamente de galho em galho, mas ele não se locomove tão bem no escuro como fazem os morcegos. Enfim, as possibilidades são inúmeras de se explorar a importância da diversidade.
 
       Cabe ressaltar que o educador deve se policiar para não inserir um discurso moralista. O foco deve permanecer apenas no quanto é interessante a diversidade na natureza e estimular para que as crianças encontrem qualidades nos bichos e plantas. Do quanto a diversidade da fauna e da flora são fundamentais para manutenção do ecossistema. 
        Em um segundo momento, propor a atividade de explorar as qualidades, os gostos dos colegas. O educador pode propor que as crianças façam entrevistas em pares ou em pequenos grupos com perguntas específicas: A cor preferida, a comida preferida, o que mais gosta de fazer... As crianças deverão apresentar o que descobriram sobre os colegas.
            Novamente o foco do educador é ajudar as crianças a perceberem que as semelhanças são interessantes, mas também as diferenças. Na sequência uma proposta que ajuda bastante é um desenho coletivo, onde cada um, em um mesmo papel grande, faz o seu próprio rostinho. No papel pode estar escrito:
"Somos todos iguais, mas também somos todos diferentes. E isso é muito legal!".
Bom trabalho!